### **UM DISCURSO BÍBLICO**
##### **TORRES INACABADAS**
Hino: Compensa servir a Jesus - nº 268
Lucas 14:25-33
A Bíblia está repleta de símbolismos, as comparações também chamdas de parábolas para tornar o método de ensinar sobre os mistérios do Reino de fforma lúdica.
Nesses textos vemos pelo menos duas delas: a da construção e a da guerra. Ambos levando o estudante a pensar sobre se tem capacidade de ter sucesso com os recursos que tem antes de iniciar.
Esse bloco de texto do nosso estudo começa dizendo que as pessoas acompanhavam Jesus, o que por si só não uma atitude destituída de custos. Esse deslocamento que era feito para estar perto de Jesus além de exigir tempo e estorço físico estava tinha um custo implícito de renunciar a várias coisas que poderiam ter sido feitas nesse mesmo período. Só pensar que enquanto a multidão seguia Jesus, outros estavam trabalhando, fazendo negócios, em lazer, passando tempo com a família, etc, coisas que os indivíduos que compunham a multidão tinham pelo menos adiado, nessa escolha.
Mas o que Jesus queria que eles soubessem? Que o custo de ser discípulo é um pouco mais alto do que eles tinham calculado. Afinal ninguém constrói algo realmente sólido e firme sem investir o que se requer.
Constuir é complexo
Tudo o que agora existe primeiro existiu só na mente de alguém
Alguém pensou, outro arquitetou em um projeto, os materais são adquiridos e uma equipe edifica.
Uma primeira questão: Se há o projeto de uma construção de torre, também é verdade que alguém idealizou-a e projetou-a. Jesus está falando que a torre é idealizada pelo homem ou por Deus? O texto não deixa isso claro. Até mesmo porque comumente quem quer construir uma coisa faz pelo seu próprio desejo. Até mesmo o uso da palavra "querendo" infere isso.
Também podemos inferir, pela outra parábola, a da guerra, onde há Alguém maior, representado pelo exército maior, ditando as condições para se chegar a um acordo de paz, a torre também seria uma obra, que embora desejada pelo homem, é um ideal criado por Alguém maior, sobretudo porque Jesus está falando sobre tornar um homem perverso, pecador, perdido, inimigo de Deus, em um discípulo, amigo de Jesus, justificado e cheio de esperança da salvação, embora não deixe de ser pecador até que Ele volte. E o título de discípulo de Jesus Cristo é um projeto do próprio Cristo, embora desejado pela pessoa que quer se tornar um.
Embora essa paráboa seja muito usada de forma distorcida para dizer que temos que ir até o final em coisas que começamos, nada a é mais enganoso. A pessoa faz os cálculos justamente porque está tratando com uma de magnitude tal que justifica até mesmo o encerramento de outros projetos. Isso fica implicito na questão de odiar todas as pessoas e coisas - vamos falar isso mais adiante.
O homem senta-se a calcular os custos para ver se tem o necessário para completar a obra. Não que Jesus nos peça algo impossível de ser feito, obviamente boa parte do que é preciso para essa obra é o próprio Senhor Jesus que investe - ele investe graça, poder, etc.Se os recursos do homem fossem suficientes estaria sendo ensinada a meritocracia espiritual e a salvação pelas obras e pelas capacidades.
Noé é um bom exemplo, sua experiência foi de graça de Deus para com eles e seus investimentos e esforços não são nuances dessa própria graça que o habilitou com sabedoria e força para fazer a obra de Deus. Ele colheu os frutos na forma da própria salvação e da família.
O "ver se tem o que precisa" é como buscar cultivar em Deus dentro de nós a abnegação, desprendimento e fé suficientes para renunciar ao que for requerido. Por isso que esse cálculo é tão importante, mas não somente o cálculo do que custa a nós, mas o cálculo do valor das coisas celestiais para sabermos o quão baratas e miseráveis são as coisas que temos que renunciar, comparadas à elas. Isso requer discernimento e olhar espiritual também. Por isso mesmo essa cálculo não é feito uma só vez.
Isso vai significar também deixar de colocar seus tijolinhos em outros projetos que você está construindo.
Jeremias 1:10
Antes de começar a edificar é preciso derrubar. É uma forma mais radical para falar para esquecer mesmo as coisas que estávamos edificando no passado. Deus poderia ter falado a Jeremias só para parar de construir as outras coisas e focar na construção das coisas boas.
Jesus está pregando o fanatismo e alienação? Aqui podemos falar sobre aquele tópico do ódio à tudo e a viver apenas em função da torre. Na verdade a Bìblia é cheia de aparentes paradoxos que na nossa mentalidade ocidental muito influenciada pela filosofia grega, nós pensamos ser impossível de conclilar, mas a mentalidade oriental judaica lida melhor com essas coisas. Como o paradoxo de ser justo ao mesmo tempo que se é pecador. Odiar amando também é mais um dos paradoxos bíblicos, onde Jesus é o alvo prioritário amor do amor e o que resta é secundário. Essa secundarização é apresentada como ódio que nada mais é que amar menos, mas ainda amar. Jesus não está negando seu ensino mais claro de amor ao próximo, apenas colocando-o em sua perspectiva real. Jesus além de esperar uma resposta de amor ao Seu amor por nós, Ele é a fonte DK amor. Se não o preferirmos não teremos de quem receber amor para o dar a ninguém.
Mas continuando, construir a torre não significa se alienar e não se preocupar com mais nada. Seria uma contradição enorme pensar que devo me preocupar somente com minha torre e os outros que se virem. Pelo contrário, a construção de nossa torre é uma experiência muito ampla que não se resume a focar na própria vida e sucesso, deixando de viver uma experiência como membro de uma família, trabalhador, estudante, etc.
A aplicação dos dons que recebemos de Deus no trabalho, estúdio e nas relações com as pessoas tem o potencial de multiplicar nossa utilidade para causa de Deus e também de fortalecer o discipulado, que inclui discipular outros.
Lucas escreve que a multidão era companheira de Jesus. Acompanhar Jesus é muito bom, mas a intenção de Jesus vir a essa mundo é fazer discípulos e por isso Ele convida os seus acompanhantes para um nível superior, que tem mais privilégios, porém mais responsabilidade e maior custo. O interessante é que o discípulo também deve acompanhar Jesus, mas com uma disposição diferente. Pois é possível acompanhar Jesus sem construir nada. Não devemos nos enganar quanto à isso e achar que está tudo bem.
A torre inacabada é a história de todos os discípulos de Jesus em todos os tempos. É a tua e minha história. Se a torre é o próprio discípulo, Deus começou a obra, há união do poder divino com o esforço humano. Há porque é uma obra constante que a Bíblia diz que irá ser completada. Em certo sentido somos todos torres inacabadas que ainda precisam de investimento e cuidado, especialmente de Deus.
A questão é que algumas torres estão em edificação constante enquanto a maioria tem períodos irregulares de edificação, uns só edificam no sábado, ou domingo, quarta e sábado. Só edifcam de manhã quando estudam e oram e a abandonam no restante do dia. Outras só colocaram um tijolinho e nunca mais voltaram para fazer mais nada.
O maior problema nem é aquele apontado na parábola, o escárnio de quem vê a torre inacabada. Até porque os escarnecedores escarnecem de tudo, até de quem constrói a torre. Pedro falou que os escarnecedores viriam zombar dos crentes nos últimos dias. Pense no escárnio que Noé deve ter sofrido. O problema maior é não contar com o benefício por trás da construção da torre, e não ser a achado discípulo genuíno e perecer com quem nunca nem começou a construir a sua torre.
Vamos para alguns exemplos bíblicos:
Pessoas que calcularam e não resolveram não começar
Jovem rico e Agripa
Pessoas que não acabaram a torre
Judas e Demas
Pessoas que trabalharam na torre até o fim
Noé
Paulo
Foco em Paulo
Ele renunciou tudo Filipenses 3:8
No final ele considerou ter completado a carreira.
Paulo também usa a mesma ilustração da construção e compara os homens com edifícios.
1 Coríntios 3:9-14
Sabedoria
Você também deseja ser um construtor mais sábio e dedicar mais à torre do que tem feito até aqui? Deixar de ser um acompanhante casual e ser discípulo companheiro?
Levante-se. Quero orar com você após o louvor.
Retenhamos esse desejo em seu coração enquanto cantamos com entusiasmo o hino de quem faz o cálculo com sabedoria e entende que compensa servir a Jesus.
Hino 286 - Compensa servir a Jesus.
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