Como a religião é um aspecto do ser humano, estou falando sobre respeitar o homem em sua liberdade de adorar, assim como respeitar suas convicções e posses. A sua experiência é sua vida, se ele acredita que teve ou está tendo experiências de fé, respeito.
Sobre o efeito da religião na sociedade, se for negativo, que ele adore em outro lugar, quem sabe até na prisão se for uma religião criminosa. Nenhum esforço vai ser feito para dissuadí-lo de suas convicções, somente em que ele não seja uma ameaça.
Talvez ajude a explicar o problema do islâmico fundamentalista que causa danos à sociedade, seja em função da sua fé ou por motivos secundários à ela. Porque assim como islâmicos podem cometer crimes por serem pecadores que cederam à alguma tentação, um cristão também pode. Se um crime é cometida seja por convicção religiosa ou não, sendo o autor de qual religião for, deve ser julgado.
Agora não sei dizer se isso é uma antítese do respeito, pois embora mantenhamos a convicção dele intacta, restringimos sua liberdade.
Vejo isso parecido com alguém que assassinou alguém e acredita que está certo e faria de novo, mesmo sendo notoriamente um motivo fútil. Esse ponto de vista dele vai ser respeitado, ninguém vai entrar na cabeça dele para fazê-lo mudar de ideia, só Deus. Deixa a pessoa crer que está certa e injustiçada.
Quando a prendemos só estamos dizendo que não queremos conviver com quem faz aquelas coisas, não entramos no mérito se está errado ou não, só não queremos. Conviveríamos com ele se ele só pensasse que matar era certo, mas nunca matasse.
Nesse quesito, eu acredito que convivemos com muitos criminosos potenciais que devem acreditar na licitude dos crimes e somente não praticam por medo do punição. Essa pessoa está em liberdade de acreditar nos valores distorcidos delas e estar convivendo em sociedade.
Tenho a impressão de que meus argumentos estão muito redundantes, mas a questão aqui é que punir alguém pode não ser falta de respeito, mas autoproteção.